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quinta-feira, 28 de abril de 2011

Corintianos treinam pênaltis, mas torcem para decidir dérbi antes

Em caso de empate contra o Palmeiras, vaga na final será definida nas penalidades

Acabado os treinos na tarde desta quinta-feira no CT do Corinthians, alguns titulares foram designados por Tite para treinarem penalidades. Chicao, Alessandro, Fábio Santos, Ralf  e Jorge Henrique chutaram algumas bolas contra os goleiros corintianos com o intuito de se prepararem para uma eventual decisão por pênaltis contra o Palmeiras, domingo, no Pacaembu. Um empate basta para que assim seja decidida a vaga na final do Estadual.


Chicão comemora seu último gol de falta, contra o Fluminense, em maio de 2010

"Espero que não precise disso. Lembro da semifinal com o Botafogo (na Copa do Brasil de 2008), a tensão que foi e o melhor é fazer nossa parte antes para evitar passar por isso", disse o capitão Chicão, que teve bom aproveitamento no treino.
O zagueiro corintiano tentou cobranças e acertou todas. Alessandro, nas mesmas cinco tentativas, fez quatro e acertou uma bola na trave. Jorge Henrique perdeu dois pênaltis defendidos por Júlio César. Fábio Santos, que bateu os últimos pênaltis para o Corinthians durante os jogos também foi bem, assim como Ralf.
Entre os reservas, Willian e Danilo também treinaram as cobranças. O atacante parou duas vezes nas mãos dos goleiros e Danilo, em duas alternativas, acertou uma e chutou a outra para fora.
"A gente tem de estar preparado para o caso de o jogo ir para os pênaltis. Amanhã (sexta) e no sábado devemos treinar mais um pouco", disse Chicão, que não faz um gol de pênalti desde 29 de julho de 2009, quando marcou contra o Santo André. Em 2010, ele perdeu dois pênaltis contra Atlético-GO e Atlético-MG no Brasileirão. Neste Paulistão, Fábio Santos é o batedor oficial do Corinthians. Seu último gol de falta foi no dia 23 de maio de 2010, contra o Fluminense no Pacaembu.
"Estou com saudades já. Espero que no domingo possa acontecer. Estou treinando", disse.

domingo, 17 de abril de 2011

Corinthians X Sto Andre

A aposta do técnico Tite em um time composto inteiramente por atletas considerados reservas deu resultado neste sábado, no Estádio Bruno José Daniel. O Corinthians contou com gols do zagueiro Paulo André, que não entrava em campo há cerca de seis meses por causa de uma lesão no joelho esquerdo, e do contestado Edno para vencer o Santo André por 2 a 0 e ratificar o terceiro lugar da primeira fase do Campeonato Paulista.
Dessa forma, o Corinthians foi a 38 pontos (assim como o Santos, que levou a pior no saldo de gols) e enfrentará o Oeste nas quartas de final. A data e o horário do confronto, agendado para o próximo final de semana, ainda precisam ser definidos pela Federação Paulista de Futebol (FPF).
Já o Santo André se despediu da Série A-1 do Estadual na penúltima colocação, com apenas 15 pontos ganhos. A equipe que ficou com o vice-campeonato no ano passado acabou rebaixada e concentra-se agora nas oitavas de final da Copa do Brasil. O jogo de volta contra o Palmeiras, fora de casa, será na quinta-feira.

As torcidas dos dois times estavam animadas nas arquibancadas do Estádio Bruno José Daniel, apesar de o Corinthians entrar em campo com jogadores considerados reservas e o Santo André já estar rebaixado. Havia até uma faixa em homenagem ao meia Bruno César, vice-campeão paulista pelo clube do ABC em 2010, com a inscrição: "Saudades". A equipe de suplentes do Corinthians também se mostrou disposta a ficar na memória do público. O habitualmente contestado Edno, por exemplo, foi acionado diversas vezes pelo setor criativo armado por Tite. Com empolgação, arriscou alguns chutes de longa distância e movimentou-se bastante ao lado de Willian.
Foi justamente Edno o protagonista da primeira boa oportunidade de gol do Corinthians, aos 16 minutos. Após tabela entre o peruano Cachito Ramírez e o experiente Danilo, o centroavante improvisado apareceu livre de marcação dentro da área. Chutou rasteiro, e o goleiro Neneca conseguiu desviar para escanteio.
Pouco depois de assustar o Santo André, o Corinthians abriu o placar. Willian cruzou da esquerda, e Paulo André cabeceou no canto, sem dar chances de defesa para Neneca. O zagueiro vibrou bastante, até porque não disputava uma partida há cerca de seis meses, em função de uma cirurgia no joelho esquerdo.

Paulo André marca pelo Corinthians e é celebrado por seus companheiros

Se conseguiu provar potencial no ataque, Paulo André não foi tão testado na defesa. Mesmo após ficar em desvantagem no marcador, o Santo André não produziu o suficiente para incomodar a zaga corintiana no restante do primeiro tempo. O máximo que os donos da casa fizeram foi rondar a área adversária.
No segundo tempo, o Corinthians apostou em jogadas de velocidade na tentativa de ampliar. Em uma delas, Edno voltou a irritar os torcedores: dominou a bola de canela e estragou uma boa arrancada de Ramírez. Pelo Santo André, Aloísio se encarregou de fazer ainda pior ao isolar a bola em conclusão de dentro da área.
Mas Edno conseguiu se redimir. Em um momento em que o Corinthians estava perdendo o terceiro lugar da fase classificatória do Paulistão para o Santos, já aos 43 minutos, o atacante entrou em ação com uma cabeçada certeira após cobrança de falta: 2 a 0. Ainda houve tempo para o jovem volante Nenê Bonilha, pouco depois, fazer a sua estreia no lugar de Bruno César - aplaudido pelas duas torcidas.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Corinthians 3 x 0 Oeste

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Líder e classificado. Esta atraente combinação de palavras, aos olhos do torcedor do Corinthians, foi conquistada nesta quarta-feira após a vitória tranquila por 3 a 0 sobre o Oeste, no Pacaembu, pela 15ª rodada do Paulistão. Com o resultado, a equipe de Tite chegou a 34 pontos, assumiu a liderança isolada do Estadual e garantiu matematicamente a classificação entre os oito primeiros colocados do torneio.
Com quatro rodadas por vir, o Corinthians não pode mais ser alcançado pelo nono colocado, neste momento o São Caetano, com 20 pontos. Mais que o bom resultado conquistado, a liderança tomada do São Paulo após a derrota do time do Morumbi para o Paulista dá motivação extra ao Corinthians para se manter à frente do rival depois do clássico do próximo domingo na Arena Barueri. O São Paulo permaneceu com 31 pontos.

Morais ataca para o Corinthians no jogo contra o Oeste, pela décima quinta rodada do Paulista


Contra o Oeste, o torcedor no Pacaembu viu em campo a formação ideal do Corinthians, com os 11 preferidos por Tite nesta reta final da primeira fase do Paulistão. A escalação inicial contra o time de Itápolis foi utilizada pela primeira vez no campeonato e salvo algum problema de lesão ou suspensão será a escolhida não só para o clássico de domingo como para as três partidas derradeiras desta primeira fase contra Botafogo-SP, São Caetano e Santo André.
Com o trio de ataque formado por Liedson, Dentinho e Jorge Henrique e contando com ótima participação dos volantes Ralf e Paulinho, o Corinthians não teve trabalho para construir sua vitória. Paulinho, no primeiro tempo, e Liedson, no segundo, deixaram sua marca contra a quarta melhor defesa do Estadual com 12 gols sofridos. O atacante corintiano manteve sua ótima média de gols e chegou ao décimo gol em nove jogos no Paulistão. Ele divide a artilharia com Elano, do Santos, que não jogou nesta rodada.
O Oeste, apesar da derrota, se mantém no grupo dos classificados, em oitavo lugar, com 21 pontos. O time de Itápolis tentará a recuperação na próxima rodada contra o Noroeste, sábado, em casa.
O jogo
A manifestação da torcida corintiana após o primeiro gol do Paulista contra o São Paulo, em Jundiaí deixou claro no Pacaembu que a noite desta quarta-feira seria totalmente favorável à equipe do Parque São Jorge. Com o bom resultado vindo do interior, bastava ao Corinthians fazer sua parte para assumir a liderança da competição. E a equipe de Tite a fez sem muitos percalços.
O Oeste, dono de campanha respeitável no Estadual, não se intimidou muito ao jogar no Pacaembu e nos primeiros de jogo tentou jogar no campo de defesa corintiana, pressionando a saída de bola do time mandante, esperando por uma brecha para atacar. A iniciativa, porém, não foi eficiente, e o Corinthians conseguiu neutralizar qualquer tentativa mais pontual do time de Itápolis.
Sem sofrer muitas ameaças, o Corinthians construiu suas principais chances de gol na base do toque de bola. Morais contava com a boa movimentação de Liedson e Dentinho além da presença constante de Ralf e Paulinho no ataque, para conduzir as jogadas da equipe.
No início do jogo, em um contra-ataque puxado por Paulinho, o volante lançou Jorge Henrique na ponta direita que teve condições boas para cruzar. O atacante mandou para a área e Dentinho, com tempo para dominar e chutar, mandou a bola com força para fora do gol do Oeste, rente à trave direita de Fábio aos nove minutos do primeiro tempo.
Em contra-ataque, Marino, que entrara no lugar de Léo Salino na lateral-direita do Oeste, chegou à linha de fundo e cruzou na medida para Anselmo Ramon chutar de primeira contra o o gol de Júlio César, que bem posicionado fez boa defesa, na única grande chance do time de Itápolis no primeiro tempo aos 30 minutos.
Aos 35 minutos, depois de muito insistir, o Corinthians marcou seu primeiro gol. Morais cobrou escanteio no meio da área e Paulinho, muito bem posicionado, subiu mais alto que a defesa do Oeste e de cabeça anotou seu segundo gol no Campeonato Paulista.
O placar antes do intervalo mostrava justiça com o que foi o jogo. O Oeste não conseguia complicar e o Corinthians dominou o jogo.
Não foi diferente na volta dos vestiários, quando logo aos quatro minutos, Liedson marcou seu gol. O artiilheiro do Paulistão recebeu passe de Dentinho na entrada da área e com categoria chutou colocado no canto esquerdo de Fábio. Um minuto antes, Dentinho já perdera outra grande chance de ampliar. A vitória corintiana nunca foi colocada à prova nesta quarta-feira.
Após o gol, o Corinthians segurou um pouco suas ações, talvez já se preservando para o grande jogo de domingo. O Oeste chegou a chutar algumas bolas contra o gol de Júlio César, mas o goleiro pouco trabalho teve.
Do outro lado, Fábio não podia dizer o mesmo. Aos 28 minutos, após boa jogada de Bruno César, que acabara de entrar no lugar de Jorge Henrique, o meia deixou Liedson na cara do goleiro. O atacante chutou colocado, Fábio espalmou, a bola sobrou para a zaga que ao tentar afastar chutou contra as pernas de Dentinho. A bola acabou entrando.

terça-feira, 22 de março de 2011

Campeonato Paulista 2011

Ao contrário do rivais Santos e Palmeiras, que não conseguiram vencer seus adversários na 14ª rodada, o Corinthians fez 1 a 0 no Americana neste domingo, no Pacaembu. O artilheiro Liedson marcou o gol e manteve o time na briga pela primeira posição.
Com a vitória, o Corinthians tem os mesmos 31 pontos do São Paulo, que venceu neste domingo o Prudente e se manteve na liderança da competição, devido aos critérios de desempate. O Palmeiras soma 29, e o Santos ficou com 28. Já o Americana, sensação do Estadual nas primeiras rodadas, segue com 16 e não está nem mais na zona de classificação à próxima fase.



Antes de fazer confronto direto com o São Paulo, na Arena Barueri, o Corinthians entrará em campo nesta quarta-feira, novamente no Pacaembu. O adversário será o Oeste. O Americana do técnico Toninho Cecílio tentará reagir diante do Mirassol, no mesmo dia, outra vez fora de casa.

O jogo
Os jogadores do Corinthians entraram em campo com seus nomes escritos em japonês nos uniformes, para homenagear as vítimas dos desastres naturais no Japão. Mas o técnico Tite reprimiu a paciência oriental diante do Americana. Em pé à beira do gramado, ele berrava para o time não dar espaços aos visitantes.
O Corinthians obedeceu. Os donos da casa corriam mais do que uma faixa com a imagem de Ayrton Senna em um carro de Fórmula 1, passada de mãos em mãos nas arquibancadas verde e amarela do Pacaembu. Até o atacante Liedson aparecia constantemente na defesa para ajudar a marcação corintiana.
No início da partida, o Americana deu motivos para o Corinthians se preocupar defensivamente. Embora tenha escalado a sua equipe com três zagueiros e apenas um atacante, o técnico Toninho Cecílio prometeu surpreender o oponente à base de "coragem". Seus atletas corresponderam com uma série de levantamentos na área.
O Corinthians conteve o ímpeto do Americana logo aos nove minutos de jogo. O volante Paulinho arriscou um belo chute de fora da área, e o goleiro Jaílson deu rebote. Oportunista, Liedson empurrou a bola para as redes e abriu o placar no Pacaembu. Foi o nono gol do artilheiro corintiano desde o retorno ao Parque São Jorge.
Empolgado pela vantagem no marcador, o Corinthians passou a dominar a partida. O que não significava facilidade. O time mandante finalizava pouco e não podia se descuidar com os ataques do Americana. Apesar de o experiente Fumagalli, ex-corintiano, pecar pelos passes e chutes errados.

Foto: AE
Liedson comemora seu gol com o lateral Alessandro

O começo do segundo tempo deixou a impressão de que as dificuldades para o Corinthians aumentariam. Em menos de dois minutos, Paulinho errou um lançamento e Chicão furou a bola. Com o tempo, no entanto, a equipe de Tite se acertou e voltou a incomodar a zaga do Americana.
Morais, com bons lançamentos e conclusões de longa distância, era quem melhor conduzia o Corinthians à frente. Bruno César se inspirou no bom momento do companheiro e também passou a arriscar de fora da área. Quando a bola chegava mais próxima do gol, Liedson estava a postos para completar as jogadas.
Para reverter o panorama da partida, Toninho Cecílio fez duas substituições de uma vez no Americana. Trocou Lúcio Flávio e Sandro por Jhon e Rafinha. Tite respondeu com o peruano Cachito Ramírez e Willian nos lugares de Bruno César e Dentinho, que não foi tão produtivo para o Corinthians neste final de semana.
O Americana até reagiu na partida, porém de maneira desorganizada. O Corinthians soube administrar o resultado até o apito final, enquanto a sua torcida passava a esquentar o clássico do próximo final de semana, diante do São Paulo, com os gritos: "Vai pra cima delas, Timão, da b...!!!

domingo, 13 de março de 2011

Corinthians x Mirassol

Willian marcou dois gols na vitória do Corinthians.

O Corinthians conseguiu o que parecia impossível aos 46 minutos do segundo tempo. Com um a menos e sofrendo o gol de empate do Mirassol aos 44, Bruno César marcou o gol da vitória por 3 a 2 e reabilitou o Corinthians no Paulistão. Foi a partida foi a primeira sem o seu artilheiro Liedson desde a reestreia do atacante, dia 9 de fevereiro, contra o Ituano - foram sete jogos seguidos do atacante, mas com dores no joelho direito, ele foi poupado da partida deste domingo. O que seria um problema a princípio virou esperança de ver surgir no Corinthians mais um artilheiro no clube
Willian, o substituto do camisa 9, foi o destaque da partida que decretou a recuperação no Paulistão após a derrota para a Ponte Preta. Fora de casa, com um a menos ao longo de quase todo o segundo tempo - Jorge Henrique foi expulso (depois ele se desculpou com torcida e companheiros via rede social twitter) - o Corinthians venceu o Mirassol, foi a 28 pontos, e se manteve ao lado dos rivais São Paulo, Santos e Palmeiras na liderança do Estadual.
Na próxima partida, dia 20, o Corinthians enfrenta o Americana em casa. Provavelmente com Liedson de volta. A boa atuação de Willian e a expulsão de Jorge Henrique pode dar nova chance ao herói corintiano na tarde deste domingo.

O jogo
A partida começou quente em Mirassol. Não só pelo calor na cidade da região de São José do Rio Preto, mas pela vontade extra das duas equipes, que abusaram das faltas nos primeiros minutos.
Com a partida valendo muito – já que dois pontos separavam a equipe na tabela – seis faltas foram marcadas nos primeiros seis minutos, duas cometidas pelo Mirassol e quatro pelo Corinthians.
Jorge Henrique, que ganhou moral com Tite pela sua boa disposição na marcação, voltou ao time nesta partida após duas ausências (contra Linense e Ponte Preta) e acabou recebendo um cartão amarelo logo aos cinco minutos por dura falta em Serginho. O ímpeto de marcador datacante acabou ficando caro para o Corinthians no segundo tempo.


O time da casa, empolgado pela boa campanha, fez os cinco primeiros minutos pressionando o Corinthians no seu campo. O primeiro lance de perigo foi do time da casa. Esley arriscou chute de fora da área e Júlio César fez boa defesa logo a um minuto de jogo. Logo depois, Diego, lateral-esquerdo do Mirassol, cruzou na área do Corinthians e Morais, que o marcava, levantou o braço e desviou o destino da bola.
O Corinthians se segurou à base das faltas e logo passou a dominar as ações. Aos sete, Dentinho e Moradei fizeram boa tabela pela direita. O atacante lançou o lateral improvisado que cruzou para Willian. O substituto de Liedson dominou bem e ajeitou para chutar forte. O goleiro Fernando Leal fez ótima defesa e a zaga afastou para longe.
O lance empolgou o Corinthians, mas não conseguiu abrir o placar. Em ótima tarde, o goleiro do Mirassol freou o segundo ataque perigoso corintiano. Aos 20, Willian tabelou com Paulinho e deixou o volante na cada do gol. Ele recebeu na medida para finalizar, mas Leal saiu bem e fechou o ângulo de Paulinho. O volante acabou tropeçando e chocando sua cabeça gravemente contra a trave do Mirassol.


Jorge Henrique foi expulso no segundo tempo e prejudicou o Corinthians

Paulinho voltou para o jogo, mas logo sentiu-se mal e foi substituído por Ramirez, que entrou em campo já com o Corinthians atrás no placar.
Aos 26, Jorge Henrique perdeu a bola no ataque, Xuxa arrancou no contra-ataque e se desvencilhou bem da marcação de Ralf e Leandro Castán. O meia rolou para Serginho na entrada da área e o atacante acertou um bonito chute, colocado no ângulo esquerdo de Júlio César, sem chances para o goleiro.
Atrás no placar, o Corinthians passou a enfrentar mais dificuldades para entrar na área do Mirassol. O time da casa, em vantagem, passou a não arriscar tanto assim nas ações de ataque, e se fechou bem.
O Corinthians passou a tentar chegar no gol rival nas bolas alçadas na área e a sua melhor chance de empatar aconteceu aos 37 minutos. Dentinho cruzou para Jorge Henrique, que livre no meio da área, cabeceou com perigo, mas por cima do gol.
Sem mudanças para o segundo tempo, fora a troca de Paulinho por Ramirez ocorrida no primeiro tempo, o Corinthians recomeçou o jogo mais ligado que o Mirassol. Disposto a evitar que os minutos se passassem e o Mirassol se mantivesse bem postado atrás, o Corinthians foi para cima desde o primeiro segundo e aos dois mnutos foi recompensado.
Após cobrança de escanteio a bola sobrou para Willian que com um bonito voleio empatou o jogo.
A virada, que poderia vir sem sustos, sofreu um baque logo depois. Jorge Henrique, afoito e violento, fez dura falta no meio campo e recebeu o segundo cartão amarelo. Foi bem expulso.
Recuado, o Corinthians usou as armas que geralmente os pequenos times utilizam quando jogam no Pacaembu. Tentou nos contra-ataques surpreendeu. E aos 20, o iluminado Willian roubou a bola no meio-campo, arrancou, driblou Fernando Leal e tocou para o gol vazio.

O Mirassol passou a atacar, já que tinha um homem a mais em campo. De tanto insistir, conseguiu o empate contando com a sorte: Esley chutou de fora da área, a bola desviiu na zaga e enganou Júlio César. O gol que parecia decretar o empate só foi um engano.

Dois minutos depois, Bruno César recebeu dentro da área e na frente do goleiro Fernando Leal conseguiu o gol da vitória. No banco de reservas, Tite pulou como criança. A vitória valorizou a vontade de seus jogadores em campo.





O Corinthians enfrentou o Mirassol fora de casa neste domingo

sábado, 12 de março de 2011

Campeonato Paulista 2011 - Fique por dentro

O técnico Tite proibiu que Dentinho simule faltas durante os jogos do Corinthians. O treinador percebeu que o atacante era adepto do famoso "ca-cai" e que esta prática estava comprometendo sua equipe. Tite disse que teve a palavra de Dentinho de que evitaria usar do expediente para cavar faltas e o treinador fez uma reclamação pública em relação às faltas Dentinho teria recebido contra a Ponte Preta mas que não foram anotadas pelo árbitro Philippe Lombardi.


Dentinho foi orientado a não simular faltas

"Tenho que fazer uma reclamação pública aqui. Já havia pedido para o Dentnho parar de simular faltas e tenho a palavra dele para não simular lesão. Mas contra a Ponte Preta teve três lances claros de falta. Ele está pagando agora pelo que já havia simulado antes, mas pedi e cobrei dele e ele não faz mais isso. Os lances de falta foram absurdos e não foi dado nada. Vi na televisão e tenho a palavra dele que não simula mais", disse Tite.
De acordo com números do FootStats, Dentinho teve anotadas por Lombardi cinco faltas recebidas contra a Ponte Preta. Só Liedson foi mais "caçado", com seis faltas. E mesmo sendo atacante, Dentinho foi o jogador corintiano que mais cometeu infrações faltosas: três.
Dentinho não treinou nesta sexta-feira e é dúvida para a partida de domingo contra o Mirassol. Em uma das faltas que recebeu no jogo contra a Ponte Preta o atacante sofreu uma pancada no tornozelo direito que o privou das atividades de campo. Liedson, com dores no joelho direito, também é dúvida. Jorge Henrique deve retornar ao time e se a dupla titular nos ultimos jogos não tiver mesmo condições de jogo, Willian deverá formar o ataque com Jorge Henrique.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Top 5

Top 5 - Relembre os títulos inesquecíveis da história do Corinthians

A torcida do Corinthians se gaba por ter uma trajetória marcada por sofrimento e paixão. Mas títulos importantes também fazem parte desses 100 anos e marcaram diferentes momentos da história. Desde a década de 50, o clube soma conquistas de expressão quando derrubou os rivais e levantou o cobiçado troféu do IV Centenário de São Paulo, passando, em seguida, pelo alívio do fim de um jejum de 22 anos sem títulos. O Paulista de 1982 serviu para coroar o pioneirismo da Democracia Corintiana e antecedeu o esperado primeiro Campeonato Brasileiro em 1990. E se a Libertadores ainda é um sonho, o Mundial de Clubes já se tornou realidade no ano 2000.

IV Centenário de São Paulo - 1954

Arquivo Folha Após um período de vacas magras na década de 40, o Corinthians apostou na base e se renovou para uma época de conquistas. Nomes como Luizinho, Cabeção, Roberto Belangero e Idário se juntaram aos conhecidos Baltazar, Cláudio e Gilmar, consagrados com títulos do Rio-São Paulo e Paulista. Mas nada era considerado mais importante que o Paulista de 1954, cobiçado por todas as equipes e que comemorava o IV Centenário da fundação de São Paulo. Na penúltima rodada, o Corinthians estava na liderança e enfrentaria o Palmeiras. O Corinthians abriu o placar com Luizinho, de cabeça. Sofreu o empate, mas segurou o resultado que lhe servia e coroou a geração vitoriosa dos anos 50.

Fim da fila em 1977

Folhapress Foram 8.160 dias de espera. Após mais de 22 anos, o Corinthians finalmente conquistou o título paulista que representou o "fim da fila". O último grito de campeão havia sido em 1954, na conquista do Paulistão. Desde então, uma nova geração passou pelo "faz-me-rir", a passagem de Rivellino, a invasão no Maracanã e os deboches dos rivais. Até que em 13 de outubro de 1977, o 'pé-de-anjo' de Basílio devolveu a alegria ao torcedor corintiano. Foi suado. Aos 37 minutos do segundo tempo, Vaguinho chutou, a bola ainda bateu na trave, Vladimir cabeceou, o zagueiro rebateu e Basílio chutou forte para decretar a vitória sobre a Ponte por 1 a 0 no terceiro jogo.

Democracia Corintiana brilha em 82

Gilberto R. dos Santos/Folhapress O título paulista de 1982 provou que futebol e política podem sim andar lado a lado. A conquista coroou a Democracia Corintiana, sistema de autogestão em que jogadores, comissão técnica e diretoria decidiam tudo por voto em plena ditadura militar. Liderado por Sócrates, Wladimir e Casagrande, o movimento deu resultado em campo. Na final do Paulista, o Corinthians jogou contra o favorito São Paulo. A equipe do Morumbi, então bicampeã, contava com craques com passagem pela seleção e era chamada de "A Máquina", mas sucumbiu à força alvinegra. Com a melhor campanha do campeonato, o Corinthians venceu o primeiro jogo da final e tinha o direito do empate. Na etapa final, Biro-Biro marcou dois gols e Casagrande selou o triunfo por 3 a 1.

Primeiro Brasileiro em 1990

Jorge Araújo/Folhapress No início dos anos 90 o Corinthians vivia um momento de muita pressão para conquistar um título de expressão nacional. O time, considerado modesto, sofreu e se classificou apenas na última rodada, mas se consagrou sob a liderança do goleiro Ronaldo e principalmente do craque Neto, autor de nove gols no torneio. A equipe alvinegra passou por Atlético-MG e Bahia nas quartas e na semi. Na grande final, enfrentou o arquirrival São Paulo. No primeiro jogo, venceu por 1 a 0 com gol de Wilson Mano após cruzamento de Neto. Na partida decisiva, a torcida alvinegra foi ao delírio com o golaço de Tupãzinho aos 9 minutos do segundo tempo, que decretou o primeiro título brasileiro do Corinthians.

Mundial de Clubes em 2000

Vanderlei Almeida/AFP O título Mundial de Clubes de 2000 é contestado por muitos rivais, mas os corintianos se gabam por serem campeões do mundo com o aval da Fifa. Como não poderia ser diferente, a conquista veio de forma dramática. Após empate em 0 a 0 com o Vasco na final, o Corinthians ganhou nos pênaltis por 4 a 3. Marcelinho Carioca ainda desperdiçou a cobrança, mas Dida pegou o pênalti cobrado por Gilberto e, na última chance vascaína, Edmundo chutou para fora em pleno Maracanã e selou o título alvinegro após deixar para trás clubes como Manchester United e Real Madrid. O atacante Edilson foi o ganhador da "Bola de Ouro". Ele fez dois gols e ficou marcado pela jogada em que colocou a bola entre as pernas de Karembeu, do Real Madrid.