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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Top 5

Top 5 - Relembre os títulos inesquecíveis da história do Corinthians

A torcida do Corinthians se gaba por ter uma trajetória marcada por sofrimento e paixão. Mas títulos importantes também fazem parte desses 100 anos e marcaram diferentes momentos da história. Desde a década de 50, o clube soma conquistas de expressão quando derrubou os rivais e levantou o cobiçado troféu do IV Centenário de São Paulo, passando, em seguida, pelo alívio do fim de um jejum de 22 anos sem títulos. O Paulista de 1982 serviu para coroar o pioneirismo da Democracia Corintiana e antecedeu o esperado primeiro Campeonato Brasileiro em 1990. E se a Libertadores ainda é um sonho, o Mundial de Clubes já se tornou realidade no ano 2000.

IV Centenário de São Paulo - 1954

Arquivo Folha Após um período de vacas magras na década de 40, o Corinthians apostou na base e se renovou para uma época de conquistas. Nomes como Luizinho, Cabeção, Roberto Belangero e Idário se juntaram aos conhecidos Baltazar, Cláudio e Gilmar, consagrados com títulos do Rio-São Paulo e Paulista. Mas nada era considerado mais importante que o Paulista de 1954, cobiçado por todas as equipes e que comemorava o IV Centenário da fundação de São Paulo. Na penúltima rodada, o Corinthians estava na liderança e enfrentaria o Palmeiras. O Corinthians abriu o placar com Luizinho, de cabeça. Sofreu o empate, mas segurou o resultado que lhe servia e coroou a geração vitoriosa dos anos 50.

Fim da fila em 1977

Folhapress Foram 8.160 dias de espera. Após mais de 22 anos, o Corinthians finalmente conquistou o título paulista que representou o "fim da fila". O último grito de campeão havia sido em 1954, na conquista do Paulistão. Desde então, uma nova geração passou pelo "faz-me-rir", a passagem de Rivellino, a invasão no Maracanã e os deboches dos rivais. Até que em 13 de outubro de 1977, o 'pé-de-anjo' de Basílio devolveu a alegria ao torcedor corintiano. Foi suado. Aos 37 minutos do segundo tempo, Vaguinho chutou, a bola ainda bateu na trave, Vladimir cabeceou, o zagueiro rebateu e Basílio chutou forte para decretar a vitória sobre a Ponte por 1 a 0 no terceiro jogo.

Democracia Corintiana brilha em 82

Gilberto R. dos Santos/Folhapress O título paulista de 1982 provou que futebol e política podem sim andar lado a lado. A conquista coroou a Democracia Corintiana, sistema de autogestão em que jogadores, comissão técnica e diretoria decidiam tudo por voto em plena ditadura militar. Liderado por Sócrates, Wladimir e Casagrande, o movimento deu resultado em campo. Na final do Paulista, o Corinthians jogou contra o favorito São Paulo. A equipe do Morumbi, então bicampeã, contava com craques com passagem pela seleção e era chamada de "A Máquina", mas sucumbiu à força alvinegra. Com a melhor campanha do campeonato, o Corinthians venceu o primeiro jogo da final e tinha o direito do empate. Na etapa final, Biro-Biro marcou dois gols e Casagrande selou o triunfo por 3 a 1.

Primeiro Brasileiro em 1990

Jorge Araújo/Folhapress No início dos anos 90 o Corinthians vivia um momento de muita pressão para conquistar um título de expressão nacional. O time, considerado modesto, sofreu e se classificou apenas na última rodada, mas se consagrou sob a liderança do goleiro Ronaldo e principalmente do craque Neto, autor de nove gols no torneio. A equipe alvinegra passou por Atlético-MG e Bahia nas quartas e na semi. Na grande final, enfrentou o arquirrival São Paulo. No primeiro jogo, venceu por 1 a 0 com gol de Wilson Mano após cruzamento de Neto. Na partida decisiva, a torcida alvinegra foi ao delírio com o golaço de Tupãzinho aos 9 minutos do segundo tempo, que decretou o primeiro título brasileiro do Corinthians.

Mundial de Clubes em 2000

Vanderlei Almeida/AFP O título Mundial de Clubes de 2000 é contestado por muitos rivais, mas os corintianos se gabam por serem campeões do mundo com o aval da Fifa. Como não poderia ser diferente, a conquista veio de forma dramática. Após empate em 0 a 0 com o Vasco na final, o Corinthians ganhou nos pênaltis por 4 a 3. Marcelinho Carioca ainda desperdiçou a cobrança, mas Dida pegou o pênalti cobrado por Gilberto e, na última chance vascaína, Edmundo chutou para fora em pleno Maracanã e selou o título alvinegro após deixar para trás clubes como Manchester United e Real Madrid. O atacante Edilson foi o ganhador da "Bola de Ouro". Ele fez dois gols e ficou marcado pela jogada em que colocou a bola entre as pernas de Karembeu, do Real Madrid.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A Famosa Invasão Corinthiana - 1976

A Invasão Corinthiana

No dia 5 de dezembro de 1976, os corinthianos vivenciaram o que ficou na memória menos por causa de uma vitória e mais pela forte presença de torcedores do clube paulista em terras cariocas. A chamada “Invasão do Maracanã” ou “Invasão Corinthiana” se coloca no complicado limiar entre memória e história.
Tratou-se de um imenso deslocamento de torcedores entre São Paulo e Rio de Janeiro. Setenta mil corinthianos assistiram, no estádio do Maracanã, a partida entre o Fluminense Futebol Clube e o Sport Club Corinthians Paulista, válida pelas semifinais do Campeonato Brasileiro de 1976 e à que atendeu um público de 146 mil pessoas. Nem na história do futebol brasileiro nem na do mundial, não se conhece outro evento esportivo com tamanho deslocamento humano.
Salve o Corinthians,
O campeão dos campeões,
Eternamente dentro dos nossos corações
Salve o Corinthians de tradições e glórias mil
Tu és orgulho
Dos esportistas do Brasil
Teu passado é uma bandeira,
Teu presente, uma lição
Figuras entre os primeiros
Do nosso esporte bretão
Corinthians grande,
Sempre Altaneiro,
És do Brasil
O clube mais brasileiro

Um começo emocionante

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

S.C. Corinthians

Origem humilde




A idéia da fundação de um clube no Bom Retiro era assunto preferido dos funcionários da estrada de ferro São Paulo Railway e moradores, sem exceção do bairro. E isso começou a amadurecer quando Joaquim Ambrósio, Carlos Silva, Rafael Perrone, Antônio Pereira e Anselmo Correia foram juntos, assistir no campo do Velódromo a estrela do time inglês Corinthian (sem o s final) Team, na tarde de 31 de agosto de 1910.

Os ingleses derrotam a Associação Atlética das Palmeiras (nenhuma ligação com o Palestra Itália), por 2x0. Voltaram do jogo maravilhados e com o pensamento mais forte na criação de um time de futebol no Bom Retiro.


Fundação

Um grupo de homens de vida humilde - os pintores de casa Joaquim Ambrósio, Antônio Pereira e César Nunes; o sapateiro Rafael Perrone; o motorista Anselmo Correia; o fundidor Alexandre Magnani, o macarroneiro Salvador Lopomo, o trabalhador braçal João da Silva e o alfaiate Antônio Nunes - decidiram fundar o seu próprio clube de futebol.

Assim, às 20h30m do dia 1° de setembro, à luz do lampião de gás, altura do número 34 que iluminava a da Avenida dos Imigrantes (atual José Paulino), no Bom Retiro, treze pessoas sacramentaram a fundação do Sport Corinthians Paulista, eles se reuniram e redigiram o primeiro estatuto do clube. Faltava apenas financiamento para o sonho se realizar. Foi aí que Miguel Bataglia entrou em cena. Bataglia era um requintado alfaiate; aceitou participar e foi oficialmente nomeado o primeiro presidente.

O clube já tomava uma cara, mas faltava o nome. As idéias passaram por Santos Dummont, Carlos Gomes e até Guarani, mas nenhuma delas foi escolhida. Foi então que Joaquim Ambrósio sugeriu homenagear o famoso time inglês que fazia uma excursão pelo país: o Corinthian Football Club. O clube que se tornaria o mais querido do Brasil já tinha nome. A torcida e a imprensa chamavam a equipe de Corinthian’s Team. Assim, a letra "s" foi acrescentada ao nome, e o clube ganhou o elegante nome Corinthians.



Primeira diretoria e sede

A primeira Diretoria ficou constituída da seguinte forma: Miguel Bataglia (presidente); Salvador Lapomo e Alexandre Magnuni (vice-presidentes); Antônio Alves Nunes (secretário); João da Silva (tesoureiro) e Carlos Silva (procurador geral). O local onde se confirmou a fundação do Corinthians, foi a residência do Sr. Miguel Bataglia; mas onde o clube foi sonhado e que deve ser considerado seu berço foi o salão de barbeiro de Salvador Bataglia, irmão de Miguel, e que existia à rua Júlio Conceição, esquina da rua dos Italianos. As reuniões continuavam sendo no salão de barbeiro de Salvador, mas ficou pequeno e a sede foi transferida para a confeitaria de Antônio Desidério, na rua dos Imigrantes, nr. 34, esquina com a rua Cônego Martins.